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Os oitavos de final da Champions deixaram seis goleadas, um guarda-redes a chorar e um penálti aos 96


Quarenta e oito horas. Oito jogos. Trinta e um golos. Os oitavos de final da UEFA Champions League entregaram exatamente o que prometiam: caos, épica e mais do que uma humilhação que será difícil de esquecer.
Federico Valverde fez o trabalho sujo enquanto Mbappé assistia da enfermaria
O Real Madrid resolveu o jogo de uma forma quase ofensiva para o Manchester City: 42% de posse de bola, três golos antes do intervalo e um hat-trick de Valverde como argumento definitivo. Thibaut Courtois anotou a sua segunda assistência da temporada com um passe longo que desativou por completo a pressão do City. O momento irónico da partida chegou quando Vinícius falhou um penálti aos 57': Donnarumma defendeu-o depois de lhe chamar "il fenomeno" antes da execução. O brasileiro acreditou. O guarda-redes, não.

O PSG não teve piedade do Chelsea
O PSG não teve piedade do Chelsea. O resultado estava em 2-2 quando o guarda-redes Filip Jörgensen tentou sair a jogar desde a pequena área e entregou a bola diretamente a Barcola. O que se seguiu foi uma hecatombe de 5-2 que deixa a eliminatória decidida antes da viagem a Londres.

O Bayern deu-se ao luxo de descansar Kane e ainda assim marcou seis
Bérgamo viu algo que não se esquece facilmente: o Bayern Munique com 71% de posse de bola, 598 passes contra 223 do adversário, e seis golos sem Harry Kane em campo. Olise assinou um bis; Musiala fechou a conta. A única nota desconfortável surgiu no final, quando Kimmich e Olise receberam cartões amarelos aos 83 e 77 minutos, respetivamente, com a qualificação já no bolso. Kimmich argumentou que "demorou demasiado à procura de um passe". A UEFA não tem mecanismo para penalizar isso. Todos o sabem. Ninguém faz nada.

O Atlético de Madrid confirmou a sua veia goleadora
O Atlético de Madrid foi ainda mais expedito. Quatro golos nos primeiros 22 minutos. O guarda-redes do Tottenham, Antonin Kinsky, saiu do campo aos 16 minutos visivelmente destroçado. O seu treinador, Igor Tudor, tinha declarado horas antes que a prioridade do clube era evitar a descida na Premier League. Os jogadores parecem ter acreditado nas suas palavras.

O jogo que ninguém esperava e a equipa que ninguém trava
Enquanto os gigantes se destruíam mutuamente, o FK Bodø/Glimt continuava a escrever o seu próprio capítulo no absurdo. O clube norueguês, com estádio de relvado sintético no Círculo Polar Ártico, goleou o Sporting CP por 3-0. É a mesma equipa que já havia eliminado o Manchester City e o Atlético em fases anteriores da temporada. A dada altura, deixou de ser surpresa para passar a ser padrão.

O Liverpool com uma derrota desde o minuto 7
O Liverpool perdeu por 1-0 em Istambul perante um Galatasaray que marcou aos 7 minutos e depois simplesmente estacionou o autocarro. Mohamed Salah foi substituído aos 60'. Arne Slot completou assim o seu centésimo jogo como treinador da equipa: sem golos e com quatro cartões amarelos.
Lamine Yamal e o penálti que ninguém queria bater aos 94
O Newcastle esteve a seis minutos de alcançar algo histórico. Com 1-0 no marcador e o St. James' Park a vibrar como nunca, uma falta de Thiaw na área mudou tudo. Lamine Yamal, com 17 anos e a frieza de quem anda nisto há décadas, converteu o penálti aos 94 minutos.

O Arsenal e o regresso de Havertz
O empate do Arsenal em Leverkusen também chegou aos 89, também de penálti, também graças a Kai Havertz. Que era jogador do Leverkusen há dois anos.
O futebol, quando quer, tem um guião impossível de escrever.
| Jogo | Resultado |
|---|---|
| Real Madrid vs Manchester City | 3 – 0 |
| Paris Saint-Germain vs Chelsea FC | 5 – 2 |
| Galatasaray vs Liverpool FC | 1 – 0 |
| Atalanta BC vs FC Bayern Munich | 1 – 6 |
| Atlético de Madrid vs Tottenham Hotspur | 5 – 2 |
| Bayer 04 Leverkusen vs Arsenal FC | 1 – 1 |
| Newcastle United vs FC Barcelona | 1 – 1 |
| Bodø/Glimt vs Sporting CP | 3 – 0 |
A segunda mão joga-se na próxima semana. O City precisa de três golos no Etihad. O Chelsea tem de anular uma diferença de três golos em Stamford Bridge. O Tottenham precisa de encontrar, antes de mais, uma razão para acreditar que se importa.
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