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Noruega arrasa em Milano-Cortina 2026 com 18 ouros: Itália celebra melhor marca histórica


A cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026 confirmou o que já se via vir desde a primeira semana de competição: a Noruega segue sendo a potência indiscutível dos esportes de inverno, e ninguém está nem remotamente perto de alcançá-la. A nação escandinava fechou os jogos com 18 medalhas de ouro, 12 de prata e 11 de bronze, somando um total de 41 medalhas que deixam o resto do mundo olhando de longe. O Verona Olympic Arena presenciou a entrega oficial da bandeira olímpica para a delegação dos Alpes Franceses 2030, encerrando duas semanas de competição sob o lema "Beleza em Ação".

Kirsty Coventry, presidente do Comitê Olímpico Internacional, liderou a cerimônia de encerramento que combinou espetáculo visual com o protocolo tradicional dos jogos. A entrega da bandeira olímpica aos representantes dos Alpes Franceses marca oficialmente o início da contagem regressiva para os próximos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030, que acontecerão em território francês em uma aposta distribuída entre múltiplas sedes alpinas.
Noruega: a máquina nórdica imparável
Os 18 ouros noruegueses não são fruto do acaso nem de um golpe de sorte. São o resultado de décadas de investimento sistemático em infraestrutura esportiva, programas de detecção de talentos desde a infância e uma cultura nacional em que os esportes de inverno não são passatempo, mas identidade. Johannes Høsflot Klaebo, Therese Johaug e o restante da delegação norueguesa demonstraram mais uma vez que o esqui cross-country, o biatlo e a patinação de velocidade são disciplinas em que a Noruega opera em uma liga própria.
Os Estados Unidos se posicionaram em segundo lugar no quadro de medalhas, embora os números exatos de suas medalhas de prata e bronze não tenham sido confirmados oficialmente no encerramento da cerimônia. Os Países Baixos também figuram no top 3, consolidando seu domínio histórico na patinação de velocidade no gelo. Mas a diferença entre o primeiro lugar e o restante segue sendo abissal. A Noruega não só ganhou mais ouros do que qualquer outro país, como também superou em total de medalhas praticamente toda a Europa Ocidental combinada.
| Colocação | País | 🥇 | 🥈 | 🥉 | Total |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 18 | 12 | 11 | 41 | |
| 2 | 12 | 12 | 9 | 33 | |
| 3 | 10 | 7 | 3 | 20 | |
| 4 | 10 | 6 | 14 | 30 | |
| 5 | 8 | 10 | 8 | 26 | |
| 6 | 8 | 9 | 6 | 23 | |
| 7 | 8 | 6 | 4 | 18 | |
| 8 | 6 | 9 | 8 | 23 | |
| 9 | 5 | 8 | 5 | 18 | |
| 10 | 5 | 7 | 12 | 24 | |
| 11 | 5 | 7 | 9 | 21 | |
| 12 | 5 | 4 | 6 | 15 | |
| 13 | 3 | 4 | 3 | 10 | |
| 14 | 3 | 2 | 1 | 6 | |
| 15 | 3 | 1 | 1 | 5 |
Itália: o anfitrião que cumpriu as expectativas
Para a Itália, Milano-Cortina 2026 representou a melhor atuação olímpica de inverno de sua história: 30 medalhas no total, distribuídas em 10 ouros, 6 pratas e 14 bronzes. A delegação italiana aproveitou a vantagem de competir em casa, conhecer as pistas e contar com o apoio massivo de seus torcedores. Os ouros chegaram em disciplinas onde a Itália tradicionalmente é competitiva: esqui alpino, bobsled e algumas provas de patinação artística.
O resultado tem peso político e econômico. Organizar uns Jogos Olímpicos custa bilhões de euros entre infraestrutura, segurança, logística e promoção. O retorno do investimento para o país anfitrião é medido em turismo futuro, projeção internacional e orgulho nacional. A Itália precisava que sua delegação correspondesse para justificar o gasto. E ela correspondeu. As 30 medalhas permitem ao governo italiano declarar vitória tanto esportiva quanto organizativa, embora as auditorias financeiras sobre o custo real dos jogos cheguem meses depois, quando ninguém mais estiver prestando atenção.
O legado e o futuro: Alpes Franceses 2030
A entrega da bandeira olímpica aos Alpes Franceses marca o início de um novo ciclo. A França já anunciou que distribuirá as competições entre múltiplas sedes alpinas em vez de concentrá-las em uma ou duas cidades, uma estratégia que busca reduzir custos de nova infraestrutura e aproveitar instalações existentes. Será interessante ver se esse modelo distribuído funciona logisticamente ou se gera o caos operacional que muitos analistas preveem.

Por ora, Milano-Cortina 2026 entra nos livros de história como uns jogos bem-sucedidos organizativamente, dominados esportivamente pela Noruega e celebrados com o excesso visual italiano que ninguém esperava menos. A cerimônia de encerramento incluiu fogos de artifício, ópera ao vivo e referências ao Renascimento italiano que provavelmente confundiram a maioria dos espectadores internacionais, mas que ficaram espetaculares nas transmissões de televisão. E no final do dia, é isso que importa: as imagens que ficam, não os orçamentos gastos para produzi-las.
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